quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Impacto da espiritualidade na qualidade de vida de pacientes oncológicos

CANCER E ESPIRITUALIDADE

O diagnóstico do câncer pode afetar a espiritualidade do paciente de forma positiva ou negativa, se uma pessoa ao receber o diagnóstico pode aproximar-se mais de Deus, apoiar-se em pessoas religiosas e buscar coragem e otimismo para enfrentar a doença e tratamentos. Outras podem questionar e se revoltarem contra tudo em que ou quem acreditam. Surgindo então perguntas como: Por que isso está acontecendo comigo? O que eu fiz ou deixei de fazer para merecer passar por tudo isso?

Existe diferença entre espiritualidade e religiosidade, a espiritualidade refere-se a crença em algo superior, uma força, uma energia, comumente chamada de Deus, e,  a crença nessa força superior daria sentido à vida e à morte. A conexão com Deus, ou como queira chamar, proporciona esperança, confiança e fé para o enfrentamento de acontecimentos estressantes e dolorosos. Uma pessoa que compartilhe desse conceito não precisa participar de nenhuma religião organizada ou institucionalizada. Por outro lado, religiosidade implica necessariamente na participação em uma comunidade religiosa institucionalizada onde seus membros participam de rituais e, compartilham de regras e credos específicos.


A espiritualidade pode ajudar o paciente durante o tratamento oncológico, proporcionando sentimentos de confiança, esperança e proteção. Crendo que existe uma força superior, Deus que está acima de tudo, de todos e, que tudo pode, tudo provê. Por pior que seja o prognóstico, Seu poder, Seu amor podem curar. Sabemos que o diagnóstico de câncer pode provocar mudanças importantes no paciente, entre elas na sua espiritualidade. Para resgatar a espiritualidade perdida durante o tratamento oncológico é preciso não confundi-la com regras e crenças religiosas que necessariamente não proporcionam fé e sentido diante dos acontecimentos que vivemos. A espiritualidade de verdade nunca se perde, muitas vezes acontece que a pessoa dá um tempo na participação de rituais ou rezas, mas no fundo sabe que tem para quem recorrer quando quiser. Sabe também que Deus nunca abandona ninguém. Pode sim, surgir um sentimento de raiva ou revolta que denominamos de sofrimento espiritual que precisa ser resolvido. Necessariamente não quer dizer que a pessoa tenha perdido totalmente sua fé.

Em primeiro lugar é preciso identificar: 
  • Quem é Deus para aquela pessoa? 
  • Qual tem sido sua relação com Ele? 
  • Quantas vezes sentiu Seu apoio e Sua presença em sua vida?
É importante refletir qual foi a importância da crença em Deus ao longo da vida. 
  • Essa crença trouxe esperança, vontade de lutar diante das dificuldades?
  • Tornou você mais forte?

    Caso a resposta seja sim, a melhor dica talvez seja você ter a coragem de falar para Deus toda sua revolta. Todas as suas dúvidas e medos. Afinal, a gente só briga com quem a gente se importa e acredita que vale a pena resgatar a amizade e confiança. E, finalmente dizer como é importante a presença Dele durante todos os tratamentos.

PSICO- ONCOLOGIA E ESPIRITUALIDADE

O trabalho de psico-oncologista frente aos pacientes com câncer tem por objetivo despertar e maximizar os recursos emocionais, sociais e espirituais do paciente e sua família para enfrentar com sucesso a doença e seus tratamentos. Trata-se de terapia breve focada na força de enfrentamento de cada um. Para isso são usadas estratégias cognitivas por meio de conversas quando pensamentos negativos são confrontados e substituídos por outros que favorecem a resolução de problemas e trazem esperança e bem-estar.
Além disso, diversas técnicas podem ser utilizadas dependendo da necessidade de cada pessoa. Entre essas técnicas, podemos citar a arteterapia, a imaginação ativa ou as visualizações, além das técnicas para relaxamento e energização.


Maria da Gloria Gonçalvez Gimenes

Psico-Oncologista

Colaboradora convidada pelo Instituto Oncoguia   Fonte: http://www.oncoguia.org.br

GINÁSTICA CEREBRAL

GINÁSTICA PARA OS NEURÔNIOS


CÉREBRO



Há alguns anos, acreditava-se que os neurônios iam se dizimando com o tempo e o ‘uso’. Mas a ciência foi investigar a fundo essa afirmação e descobriu que não é bem assim que funciona. O cérebro é uma máquina que se desgasta com o tempo e sem a manutenção adequada ‘perde’ suas funções com o passar do tempo. Esta manutenção é o que faz diminuir a perda de neurônios e melhorar suas capacidades.

Estudos comprovam que temos mais de 100 bilhões de células nervosas, chamadas de neurônios. E deficiências na manutenção destes componentes do cérebro podem causar falta de memória, dificuldade de aprendizagem e lentidão no raciocínio, entre outras.

Uma alternativa para quem deseja manter ativo o órgão que coordena todas as funções do corpo humano é a ginástica cerebral. Colocar o cérebro para funcionar, sem esquecer-se de ‘colocar óleo’ nas engrenagens. Praticar exercícios específicos pode ajudar a melhorar o controle motor, processamento visual, processamento auditivo, sensações, aprendizagem, memória e emoções.

A ginástica para o cérebro pode ser feita a partir de neuróbicas, descoberta pelo neurocientista norte americano Larry Katz, as “aeróbicas dos neurônios” são a principal ferramenta para manter o cérebro saudável. Segundo ele, a proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro, assim o cérebro nunca cai na zona de conforto. Outros treinamentos também são bastante eficazes na malhação cerebral.

Fonte:http://www.metodosupera.com.br

Canhotos: o domínio da mão esquerda

Por que algumas crianças preferem usar a mão esquerda e como ajudá-las






A criança já nasce canhota, destra ou ambidestra

Até os anos 60, os canhotos eram castigados ou convencidos, de alguma forma, a trocarem de mão. Escrever com a "mão errada" era, desde sinal de desrespeito grave, até prova de dificuldade de aprendizado. Mas a medicina moderna e as novas teorias pedagógicas, de mãos dadas, derrubaram essas ideias falsas. Reconhece-se que a mão esquerda de um canhoto não é nada canhestra. E como as pessoas passaram a ter o direito de preferir o lado esquerdo, nos últimos anos o número conhecido de canhotos aumentou consideravelmente. Hoje, sabemos que cerca de 10% das pessoas são canhotas.

Mas, afinal, o que é ser canhoto? Canhoto é aquele que desenha, pinta ou escreve com a mão esquerda. Quem prefere a direita é chamado de destro, e quem usa as duas mãos é chamado de ambidestro. Ser canhoto ou destro é determinado, em grande parte, pela genética. Se os pais são canhotos, o filho tem de 45% a 50% de chances de ser canhoto também.

A preferência de alguém por um dos lados do corpo já é percebida desde cedo, mas essa escolha só estará definida por volta dos 6 anos. A escolha de uma mão deve ser um processo natural, diz a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto. "A criança não deve ser forçada, afinal, ela já nasce destra, canhota ou ambidestra. Essa característica é hereditária (passada de pai para filho) e deve ser respeitada", completa.

"Ser canhoto ou destro depende de qual lado do cérebro é o dominante. Destros têm o lado esquerdo dominante, enquanto nos canhotos é o lado direito", afirma a psicopedagoga. No cérebro, o lado esquerdo é responsável pela lógica, racionalidade, números e matemática. Já o lado direito é responsável pelas emoções, artes e imaginação. "A probabilidade de um canhoto que tem o lado direito do cérebro dominante ser mais voltado para o esporte ou para as artes é maior. Isso, porém, também depende da habilidade de cada um", ressalta.

Fonte: http://www.metodosupera.com.br

ESTIMULAÇÃO PRECOCE


O estímulo precoce, como o próprio nome já diz, tem como objetivo desenvolver e potencializar, através de jogos, exercícios, técnicas, atividades, e de outros recursos, as funções do cérebro do bebê, beneficiando seu lado intelectual, seu físico e sua afetividade. Um bebê bem estimulado aproveitará sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma forma mais simples, rápida e intensa.

Todos sabemos que os bebês nascem com um grande potencial e que cabe aos pais fazer com que este potencial se desenvolva ao máximo de forma adequada, positiva e divertida.




Para entender este processo, é necessário que entendamos primeiro, com é o amadurecimento do ser humano. Ao contrário dos animais, os seres humanos somos muito dependentes dos nossos pais desde que nascemos. Demoramos mais para caminhar e dominar nosso ambiente. Tudo depende da aprendizagem que tivermos. Apesar da nossa capacidade estar limitada pela aprendizagem, nossas habilidades estão relacionadas à sobrevivência. Sem o aprendizado, nos convertemos em seres indefesos, sós, e expostos a todo o bem ou mal. Por outro lado, se aprendemos, nosso cérebro adaptável, nos permitirá crescer e sobreviver diante das situações mais adversas.

A estimulação precoce o que faz é unir esta adaptabilidade do cérebro à capacidade de aprendizagem, e fazer com que os bebês saudáveis amadureçam e sejam capazes de adaptar-se muito melhor ao seu ambiente e às diferentes situações. Não se trata de uma terapia nem de um método de ensino formal. É apenas uma forma de orientação do potencial e das capacidades dos mais pequenos. Quando se estimula um bebê, está-se abrindo um leque de oportunidades e de experiências que o fará explorar, adquirir destreza e habilidades de uma forma mais natural, e entender o que ocorre ao seu redor.


Quando estimular um bebê

  • Colocar em prática uma estimulação precoce, é uma decisão absolutamente pessoal. Os pais são os que podem decidir se a querem ou não aplicá-la ao cotidiano do seu filho. No entanto, se decidem pelo estímulo precoce, deverão iniciá-lo o mais breve possível, já que, segundo os especialistas, a flexibilidade do cérebro vai diminuindo com a idade. Desde o nascimento até os 3 anos de idade, o desenvolvimento neuronal dos bebês alcança seu nível máximo. A partir dos 3 anos, começará a decrescer até sua total eliminação aos 6 anos de idade, quando já estarão formadas as interconexões neuronais do cérebro do bebê, fazendo com que seus mecanismos de aprendizagem sejam parecidos ao de uma pessoa adulta. É claro que continuarão aprendendo, mas não ao mesmo ritmo e com todo o potencial de antes.

  • Todos os bebês experimentarão diferentes etapas de desenvolvimento que podem ser incrementadas com uma estimulação precoce. Para isso, deve-se reconhecer e motivar o potencial de cada criança individualmente, e apresentar-lhe objetivos e atividades adequadas que fortaleçam sua auto-estima, iniciativa e aprendizagem. A estimulação que o bebê recebe nos seus primeiro anos de vida, constituem a base do seu desenvolvimento futuro.

  • Além das atividades que se aplicam na estimulação do bebê, é muito importante destacar que o ambiente também é uma ferramenta que devemos considerar. O ambiente não é somente um lugar tranquilo, onde se respira respeito, tolerância, paciência, o acordo e a união, também são as pessoas que acompanham ao pequeno. Se o bebê conta com a companhia de pessoas significativas para ele, como é o caso dos seus pais, eles se sentirão apoiados em seu vínculo afetivo, em suas habilidades e destrezas. A estimulação será mais completa.



Sabendo sobre o Câncer - Oligodendroglioma




Os oligodendrogliomas (OL) são tumores gliais de baixa malignidade e crescimento lento que acometem predominantemente a substância branca dos hemisférios cerebrais, com tendência a envolvimento cortical. São mais comuns na região fronto-temporal e representam aproximadamente 5% dos tumores intracranianos e 10 a 17% dos gliomas. Nos últimos anos houve aumento expressivo no diagnóstico de OL em função da possível sensibilidade desses tumores à quimioterapia. Além disso, a presença de componente oligodendroglial em tumores de maior grau de malignidade parece ser um fator relacionado a maior sobrevida. Dessa forma, os patologistas se viram compelidos a procurar por células com núcleo pequeno e redondo com halo claro perinuclear em todos os tumores estudados. Entretanto, a diferenciação microscópica entre OL, neurocitoma central e algumas vezes com ependimoma de células claras, tumor neuroepitelial disembrioplástico (DNT) e pineocitoma pode ser difícil.


Não existe, até o momento, um marcador sensível e específico para a célula oligodendroglial e diferentes tipos de tumores podem mostrar áreas oligodendrogliais. Por outro lado, pode haver expressão de diferentes marcadores em OL típico, por vezes trazendo mais confusão. O diagnóstico diferencial deve preferencialmente ser baseado em dados clínicos (localização do tumor, idade e história clínica), neuroimagem, achados histopatológicos e imunoistoquímica. Entretanto, muitas vezes os dados clínicos podem ser escassos para o patologista, dificultando a diferenciação entre os tumores.

São tumores de hemisfério cerebral de adultos, com pico entre 35 e 45 anos. A localização mais freqüente é a supratentorial, na região frontal. Envolvem freqüentemente o córtex. Geralmente têm crescimento lento.
Grade III Astrocytoma
Com incidência menor que os astrocitomas e glioblastomas, correspondem a 5-10% dos gliomas. Há uma forma pura, e uma forma mista, os oligoastrocitomas, que são mais comuns.

Macroscopicamente, formam massas acinzentadas, geralmente melhor delimitadas que os astrocitomas. Calcificações são comuns.

O aspecto histológico é característico. São formados por oligodendrócitos, que são células pequenas, com núcleo redondo e citoplasma claro, geralmente com halo vazio em volta do núcleo (aspecto em ovo frito). A impressão é de regularidade. Os vasos são delicados, com ramificação dicotômica, e formam uma trama comparada a tela de galinheiro. Geralmente não se observa a proliferação endotelial característica dos glioblastomas.

Prognóstico: Embora sejam relativamente bem delimitados e histologicamente diferenciados, tendem a recidivar após a retirada cirúrgica, já que esta só raramente pode ser completa. O grau de malignidade dos oligodendrogliomas comuns é grau II da OMS, e pode aumentar nas recidivas, passando a grau III, ou oligodendroglioma anaplásico.



Fontes: http://www.fcm.unicamp.br/deptos/anatomia/taneugliomas.html#oligo

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2006000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


PACIENTE ONCOLÓGICO
Cuidados Paliativos e Qualidade de Vida 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, "Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais".

Nas fases iniciais do câncer, o tratamento geralmente é agressivo, com objetivo de cura ou remissão, e isso é compartilhado com o doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição mesmo durante o tratamento com intenção curativa, a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, através de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

O término de uma terapia curativa para o câncer não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que "muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença, em conjunto com o tratamento oncológico ativo" e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até a morte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para o melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes tanto relacionados ao tratamento quanto à evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de câncer em fase avançada, onde algumas modalidades de tratamento cirúrgico e radioterápico são essenciais para alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.




Os princípios dos Cuidados Paliativos são:
· Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
· Reafirmar vida e a morte como processos naturais.
· Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
· Não apressar ou adiar a morte.
· Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
· Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
· Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

Os pontos considerados fundamentais no tratamento são:
· A unidade de tratamento compreende o paciente e sua família.
· Os sintomas do paciente devem ser avaliados rotineiramente e gerenciados de forma eficaz através de consultas frequentes e intervenções ativas.
· As decisões relacionadas à assistência e tratamentos médicos devem ser feitos com base em princípios éticos.
· Os cuidados paliativos devem ser fornecidos por uma equipe interdisciplinar, fundamental na avaliação de sintomas em todas as suas dimensões, na definição e condução dos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, imprescindíveis para o controle de todo e qualquer sintoma.
· A comunicação adequada entre equipe de saúde e familiares e pacientes é a base para o esclarecimento e favorecimento da adesão ao tratamento e aceitação da proximidade da morte.

Os cuidados paliativos modernos estão organizados em ¿graus de complexidade¿ que se somam em um cuidado integral e ativo. Os cuidados paliativos gerais referem-se à abordagem do paciente a partir do diagnóstico de doença em progressão, atuando em todas as dimensões dos sintomas que vierem a se apresentar. Cuidados paliativos específicos são requeridos ao paciente nas últimas semanas ou nos últimos seis meses de vida, no momento em que torna-se claro que o paciente encontra-se em estado progressivo de declínio. Todo o esforço é feito para que o mesmo permaneça autônomo, com preservação de seu autocuidado e próximo de seus entes queridos. Os cuidados ao fim de vida referem-se, em geral, aos últimos dias ou últimas 72 horas de vida. O reconhecimento desta fase pode ser difícil mas é extremamente necessário para o planejamento do cuidado e preparo do paciente e sua família para perdas e óbito. Mesmo após o óbito do paciente, a equipe de cuidados paliativos deve dar atenção ao processo de morte: como ocorreu, qual o grau de conforto e que impactos trouxe aos familiares e à própria equipe interdisciplinar. A assistência familiar pós-morte pode e deve ser iniciada com intervenções preventivas.




Fonte: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=474