Atuação da Terapia Ocupacional em pacientes oncológicos



A terapia ocupacional pode ser definida como um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, em educação e na esfera social que reúne tecnologias orientadas para a emancipação e autonomia de pessoas que, por diversas razões ligadas a problemáticas específicas (físicas, mentais, sensoriais, sociais), apresentam – temporária ou definitivamente – limitações funcionais e/ou dificuldades na inserção e participação na vida social.

O papel do terapeuta ocupacional em oncologia é o de facilitar e permitir que a paciente possa atingir o máximo de sua capacidade funcional, tanto física quanto emocional, em sua vida cotidiana, independentemente da esperança de vida. Ressaltando que essa capacidade funcional deve estar relacionada às atividades que tenham significado na vida da paciente, que sejam importantes para ela.


O terapeuta ocupacional pode atuar em diversos locais, como hospitais, ambulatórios, centros de reabilitação, unidades básicas de saúde, consultórios particulares, associações filantrópicas e quando necessário realiza também atendimento domiciliar.

A abordagem da terapia ocupacional dependerá tipo de câncer, estágio da doença e local do tratamento, porém os principais objetivos são manter ao máximo a qualidade de vida da paciente, com autonomia e independência.
Uma pessoa pode se beneficiar da intervenção da terapia ocupacional em qualquer fase da doença, a partir de um diagnóstico primário, nas tentativas de tratamento curativo, paliativo e, finalmente, na fase final de vida.
para tanto são utilizadas diversas técnicas e recursos, como:

Orientação, desenvolvimento ou treino das atividades da vida diária (atividades relacionadas aos cuidados pessoais, como a alimentação, vestuário e higiene pessoal);
Orientação, desenvolvimento e treino das atividades instrumentais da vida diária e profissional (atividades relacionadas aos cuidados com a casa, atividades extradomiciliares, como ir ao supermercado ou banco e profissionais);
Exercícios físicos (afim de previnir perda motora, manter e/ou melhorar a amplitude de movimentos);
Técnicas para controle da dor e fadiga;
Abordagens corporais (conscientização corporal e relaxamento);
Realização de atividades manuais, expressivas ou lúdicas;
Promoção de interação social (através de realização de grupos de atividades e estimulação das atividades de lazer);
Indicação e confecção de órteses quando necessário (órteses são aparelhos que tem função de estabilizar ou imobilizar, prevenir ou corrigir deformidades);
Indicação e confecção de adaptações – tecnologia assistiva (recursos que promovem independência e função, como por exemplo uma colher com cabo engrossado para facilitar a preensão palmar).
Os atendimentos de terapia ocupacional podem ser realizados individualmente ou em grupo. E a participação da família ou cuidadores é de fundamental importância no processo de terapia ocupacional e os mesmos sempre são incentivados a participar do tratamento.

Na atenção à paciente oncológica o terapeuta ocupacional estará sempre atento em não esquecer que por trás da paciente, há uma MULHER, que pode ser uma mãe, uma esposa, uma estudante, uma profissional, uma pessoa que deve ser atendida em todas as suas necessidades.


Márcia Regina de Assis, Terapeuta Ocupacional
Fonte:http://www.inana.com.br/a-importancia-da-terapia-ocupacional/