quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Impacto da espiritualidade na qualidade de vida de pacientes oncológicos

CANCER E ESPIRITUALIDADE

O diagnóstico do câncer pode afetar a espiritualidade do paciente de forma positiva ou negativa, se uma pessoa ao receber o diagnóstico pode aproximar-se mais de Deus, apoiar-se em pessoas religiosas e buscar coragem e otimismo para enfrentar a doença e tratamentos. Outras podem questionar e se revoltarem contra tudo em que ou quem acreditam. Surgindo então perguntas como: Por que isso está acontecendo comigo? O que eu fiz ou deixei de fazer para merecer passar por tudo isso?

Existe diferença entre espiritualidade e religiosidade, a espiritualidade refere-se a crença em algo superior, uma força, uma energia, comumente chamada de Deus, e,  a crença nessa força superior daria sentido à vida e à morte. A conexão com Deus, ou como queira chamar, proporciona esperança, confiança e fé para o enfrentamento de acontecimentos estressantes e dolorosos. Uma pessoa que compartilhe desse conceito não precisa participar de nenhuma religião organizada ou institucionalizada. Por outro lado, religiosidade implica necessariamente na participação em uma comunidade religiosa institucionalizada onde seus membros participam de rituais e, compartilham de regras e credos específicos.


A espiritualidade pode ajudar o paciente durante o tratamento oncológico, proporcionando sentimentos de confiança, esperança e proteção. Crendo que existe uma força superior, Deus que está acima de tudo, de todos e, que tudo pode, tudo provê. Por pior que seja o prognóstico, Seu poder, Seu amor podem curar. Sabemos que o diagnóstico de câncer pode provocar mudanças importantes no paciente, entre elas na sua espiritualidade. Para resgatar a espiritualidade perdida durante o tratamento oncológico é preciso não confundi-la com regras e crenças religiosas que necessariamente não proporcionam fé e sentido diante dos acontecimentos que vivemos. A espiritualidade de verdade nunca se perde, muitas vezes acontece que a pessoa dá um tempo na participação de rituais ou rezas, mas no fundo sabe que tem para quem recorrer quando quiser. Sabe também que Deus nunca abandona ninguém. Pode sim, surgir um sentimento de raiva ou revolta que denominamos de sofrimento espiritual que precisa ser resolvido. Necessariamente não quer dizer que a pessoa tenha perdido totalmente sua fé.

Em primeiro lugar é preciso identificar: 
  • Quem é Deus para aquela pessoa? 
  • Qual tem sido sua relação com Ele? 
  • Quantas vezes sentiu Seu apoio e Sua presença em sua vida?
É importante refletir qual foi a importância da crença em Deus ao longo da vida. 
  • Essa crença trouxe esperança, vontade de lutar diante das dificuldades?
  • Tornou você mais forte?

    Caso a resposta seja sim, a melhor dica talvez seja você ter a coragem de falar para Deus toda sua revolta. Todas as suas dúvidas e medos. Afinal, a gente só briga com quem a gente se importa e acredita que vale a pena resgatar a amizade e confiança. E, finalmente dizer como é importante a presença Dele durante todos os tratamentos.

PSICO- ONCOLOGIA E ESPIRITUALIDADE

O trabalho de psico-oncologista frente aos pacientes com câncer tem por objetivo despertar e maximizar os recursos emocionais, sociais e espirituais do paciente e sua família para enfrentar com sucesso a doença e seus tratamentos. Trata-se de terapia breve focada na força de enfrentamento de cada um. Para isso são usadas estratégias cognitivas por meio de conversas quando pensamentos negativos são confrontados e substituídos por outros que favorecem a resolução de problemas e trazem esperança e bem-estar.
Além disso, diversas técnicas podem ser utilizadas dependendo da necessidade de cada pessoa. Entre essas técnicas, podemos citar a arteterapia, a imaginação ativa ou as visualizações, além das técnicas para relaxamento e energização.


Maria da Gloria Gonçalvez Gimenes

Psico-Oncologista

Colaboradora convidada pelo Instituto Oncoguia   Fonte: http://www.oncoguia.org.br

GINÁSTICA CEREBRAL

GINÁSTICA PARA OS NEURÔNIOS


CÉREBRO



Há alguns anos, acreditava-se que os neurônios iam se dizimando com o tempo e o ‘uso’. Mas a ciência foi investigar a fundo essa afirmação e descobriu que não é bem assim que funciona. O cérebro é uma máquina que se desgasta com o tempo e sem a manutenção adequada ‘perde’ suas funções com o passar do tempo. Esta manutenção é o que faz diminuir a perda de neurônios e melhorar suas capacidades.

Estudos comprovam que temos mais de 100 bilhões de células nervosas, chamadas de neurônios. E deficiências na manutenção destes componentes do cérebro podem causar falta de memória, dificuldade de aprendizagem e lentidão no raciocínio, entre outras.

Uma alternativa para quem deseja manter ativo o órgão que coordena todas as funções do corpo humano é a ginástica cerebral. Colocar o cérebro para funcionar, sem esquecer-se de ‘colocar óleo’ nas engrenagens. Praticar exercícios específicos pode ajudar a melhorar o controle motor, processamento visual, processamento auditivo, sensações, aprendizagem, memória e emoções.

A ginástica para o cérebro pode ser feita a partir de neuróbicas, descoberta pelo neurocientista norte americano Larry Katz, as “aeróbicas dos neurônios” são a principal ferramenta para manter o cérebro saudável. Segundo ele, a proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro, assim o cérebro nunca cai na zona de conforto. Outros treinamentos também são bastante eficazes na malhação cerebral.

Fonte:http://www.metodosupera.com.br

Canhotos: o domínio da mão esquerda

Por que algumas crianças preferem usar a mão esquerda e como ajudá-las






A criança já nasce canhota, destra ou ambidestra

Até os anos 60, os canhotos eram castigados ou convencidos, de alguma forma, a trocarem de mão. Escrever com a "mão errada" era, desde sinal de desrespeito grave, até prova de dificuldade de aprendizado. Mas a medicina moderna e as novas teorias pedagógicas, de mãos dadas, derrubaram essas ideias falsas. Reconhece-se que a mão esquerda de um canhoto não é nada canhestra. E como as pessoas passaram a ter o direito de preferir o lado esquerdo, nos últimos anos o número conhecido de canhotos aumentou consideravelmente. Hoje, sabemos que cerca de 10% das pessoas são canhotas.

Mas, afinal, o que é ser canhoto? Canhoto é aquele que desenha, pinta ou escreve com a mão esquerda. Quem prefere a direita é chamado de destro, e quem usa as duas mãos é chamado de ambidestro. Ser canhoto ou destro é determinado, em grande parte, pela genética. Se os pais são canhotos, o filho tem de 45% a 50% de chances de ser canhoto também.

A preferência de alguém por um dos lados do corpo já é percebida desde cedo, mas essa escolha só estará definida por volta dos 6 anos. A escolha de uma mão deve ser um processo natural, diz a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto. "A criança não deve ser forçada, afinal, ela já nasce destra, canhota ou ambidestra. Essa característica é hereditária (passada de pai para filho) e deve ser respeitada", completa.

"Ser canhoto ou destro depende de qual lado do cérebro é o dominante. Destros têm o lado esquerdo dominante, enquanto nos canhotos é o lado direito", afirma a psicopedagoga. No cérebro, o lado esquerdo é responsável pela lógica, racionalidade, números e matemática. Já o lado direito é responsável pelas emoções, artes e imaginação. "A probabilidade de um canhoto que tem o lado direito do cérebro dominante ser mais voltado para o esporte ou para as artes é maior. Isso, porém, também depende da habilidade de cada um", ressalta.

Fonte: http://www.metodosupera.com.br

ESTIMULAÇÃO PRECOCE


O estímulo precoce, como o próprio nome já diz, tem como objetivo desenvolver e potencializar, através de jogos, exercícios, técnicas, atividades, e de outros recursos, as funções do cérebro do bebê, beneficiando seu lado intelectual, seu físico e sua afetividade. Um bebê bem estimulado aproveitará sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma forma mais simples, rápida e intensa.

Todos sabemos que os bebês nascem com um grande potencial e que cabe aos pais fazer com que este potencial se desenvolva ao máximo de forma adequada, positiva e divertida.




Para entender este processo, é necessário que entendamos primeiro, com é o amadurecimento do ser humano. Ao contrário dos animais, os seres humanos somos muito dependentes dos nossos pais desde que nascemos. Demoramos mais para caminhar e dominar nosso ambiente. Tudo depende da aprendizagem que tivermos. Apesar da nossa capacidade estar limitada pela aprendizagem, nossas habilidades estão relacionadas à sobrevivência. Sem o aprendizado, nos convertemos em seres indefesos, sós, e expostos a todo o bem ou mal. Por outro lado, se aprendemos, nosso cérebro adaptável, nos permitirá crescer e sobreviver diante das situações mais adversas.

A estimulação precoce o que faz é unir esta adaptabilidade do cérebro à capacidade de aprendizagem, e fazer com que os bebês saudáveis amadureçam e sejam capazes de adaptar-se muito melhor ao seu ambiente e às diferentes situações. Não se trata de uma terapia nem de um método de ensino formal. É apenas uma forma de orientação do potencial e das capacidades dos mais pequenos. Quando se estimula um bebê, está-se abrindo um leque de oportunidades e de experiências que o fará explorar, adquirir destreza e habilidades de uma forma mais natural, e entender o que ocorre ao seu redor.


Quando estimular um bebê

  • Colocar em prática uma estimulação precoce, é uma decisão absolutamente pessoal. Os pais são os que podem decidir se a querem ou não aplicá-la ao cotidiano do seu filho. No entanto, se decidem pelo estímulo precoce, deverão iniciá-lo o mais breve possível, já que, segundo os especialistas, a flexibilidade do cérebro vai diminuindo com a idade. Desde o nascimento até os 3 anos de idade, o desenvolvimento neuronal dos bebês alcança seu nível máximo. A partir dos 3 anos, começará a decrescer até sua total eliminação aos 6 anos de idade, quando já estarão formadas as interconexões neuronais do cérebro do bebê, fazendo com que seus mecanismos de aprendizagem sejam parecidos ao de uma pessoa adulta. É claro que continuarão aprendendo, mas não ao mesmo ritmo e com todo o potencial de antes.

  • Todos os bebês experimentarão diferentes etapas de desenvolvimento que podem ser incrementadas com uma estimulação precoce. Para isso, deve-se reconhecer e motivar o potencial de cada criança individualmente, e apresentar-lhe objetivos e atividades adequadas que fortaleçam sua auto-estima, iniciativa e aprendizagem. A estimulação que o bebê recebe nos seus primeiro anos de vida, constituem a base do seu desenvolvimento futuro.

  • Além das atividades que se aplicam na estimulação do bebê, é muito importante destacar que o ambiente também é uma ferramenta que devemos considerar. O ambiente não é somente um lugar tranquilo, onde se respira respeito, tolerância, paciência, o acordo e a união, também são as pessoas que acompanham ao pequeno. Se o bebê conta com a companhia de pessoas significativas para ele, como é o caso dos seus pais, eles se sentirão apoiados em seu vínculo afetivo, em suas habilidades e destrezas. A estimulação será mais completa.



Sabendo sobre o Câncer - Oligodendroglioma




Os oligodendrogliomas (OL) são tumores gliais de baixa malignidade e crescimento lento que acometem predominantemente a substância branca dos hemisférios cerebrais, com tendência a envolvimento cortical. São mais comuns na região fronto-temporal e representam aproximadamente 5% dos tumores intracranianos e 10 a 17% dos gliomas. Nos últimos anos houve aumento expressivo no diagnóstico de OL em função da possível sensibilidade desses tumores à quimioterapia. Além disso, a presença de componente oligodendroglial em tumores de maior grau de malignidade parece ser um fator relacionado a maior sobrevida. Dessa forma, os patologistas se viram compelidos a procurar por células com núcleo pequeno e redondo com halo claro perinuclear em todos os tumores estudados. Entretanto, a diferenciação microscópica entre OL, neurocitoma central e algumas vezes com ependimoma de células claras, tumor neuroepitelial disembrioplástico (DNT) e pineocitoma pode ser difícil.


Não existe, até o momento, um marcador sensível e específico para a célula oligodendroglial e diferentes tipos de tumores podem mostrar áreas oligodendrogliais. Por outro lado, pode haver expressão de diferentes marcadores em OL típico, por vezes trazendo mais confusão. O diagnóstico diferencial deve preferencialmente ser baseado em dados clínicos (localização do tumor, idade e história clínica), neuroimagem, achados histopatológicos e imunoistoquímica. Entretanto, muitas vezes os dados clínicos podem ser escassos para o patologista, dificultando a diferenciação entre os tumores.

São tumores de hemisfério cerebral de adultos, com pico entre 35 e 45 anos. A localização mais freqüente é a supratentorial, na região frontal. Envolvem freqüentemente o córtex. Geralmente têm crescimento lento.
Grade III Astrocytoma
Com incidência menor que os astrocitomas e glioblastomas, correspondem a 5-10% dos gliomas. Há uma forma pura, e uma forma mista, os oligoastrocitomas, que são mais comuns.

Macroscopicamente, formam massas acinzentadas, geralmente melhor delimitadas que os astrocitomas. Calcificações são comuns.

O aspecto histológico é característico. São formados por oligodendrócitos, que são células pequenas, com núcleo redondo e citoplasma claro, geralmente com halo vazio em volta do núcleo (aspecto em ovo frito). A impressão é de regularidade. Os vasos são delicados, com ramificação dicotômica, e formam uma trama comparada a tela de galinheiro. Geralmente não se observa a proliferação endotelial característica dos glioblastomas.

Prognóstico: Embora sejam relativamente bem delimitados e histologicamente diferenciados, tendem a recidivar após a retirada cirúrgica, já que esta só raramente pode ser completa. O grau de malignidade dos oligodendrogliomas comuns é grau II da OMS, e pode aumentar nas recidivas, passando a grau III, ou oligodendroglioma anaplásico.



Fontes: http://www.fcm.unicamp.br/deptos/anatomia/taneugliomas.html#oligo

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2006000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


PACIENTE ONCOLÓGICO
Cuidados Paliativos e Qualidade de Vida 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, "Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais".

Nas fases iniciais do câncer, o tratamento geralmente é agressivo, com objetivo de cura ou remissão, e isso é compartilhado com o doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição mesmo durante o tratamento com intenção curativa, a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, através de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

O término de uma terapia curativa para o câncer não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que "muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença, em conjunto com o tratamento oncológico ativo" e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até a morte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para o melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes tanto relacionados ao tratamento quanto à evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de câncer em fase avançada, onde algumas modalidades de tratamento cirúrgico e radioterápico são essenciais para alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.




Os princípios dos Cuidados Paliativos são:
· Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
· Reafirmar vida e a morte como processos naturais.
· Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
· Não apressar ou adiar a morte.
· Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
· Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
· Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

Os pontos considerados fundamentais no tratamento são:
· A unidade de tratamento compreende o paciente e sua família.
· Os sintomas do paciente devem ser avaliados rotineiramente e gerenciados de forma eficaz através de consultas frequentes e intervenções ativas.
· As decisões relacionadas à assistência e tratamentos médicos devem ser feitos com base em princípios éticos.
· Os cuidados paliativos devem ser fornecidos por uma equipe interdisciplinar, fundamental na avaliação de sintomas em todas as suas dimensões, na definição e condução dos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, imprescindíveis para o controle de todo e qualquer sintoma.
· A comunicação adequada entre equipe de saúde e familiares e pacientes é a base para o esclarecimento e favorecimento da adesão ao tratamento e aceitação da proximidade da morte.

Os cuidados paliativos modernos estão organizados em ¿graus de complexidade¿ que se somam em um cuidado integral e ativo. Os cuidados paliativos gerais referem-se à abordagem do paciente a partir do diagnóstico de doença em progressão, atuando em todas as dimensões dos sintomas que vierem a se apresentar. Cuidados paliativos específicos são requeridos ao paciente nas últimas semanas ou nos últimos seis meses de vida, no momento em que torna-se claro que o paciente encontra-se em estado progressivo de declínio. Todo o esforço é feito para que o mesmo permaneça autônomo, com preservação de seu autocuidado e próximo de seus entes queridos. Os cuidados ao fim de vida referem-se, em geral, aos últimos dias ou últimas 72 horas de vida. O reconhecimento desta fase pode ser difícil mas é extremamente necessário para o planejamento do cuidado e preparo do paciente e sua família para perdas e óbito. Mesmo após o óbito do paciente, a equipe de cuidados paliativos deve dar atenção ao processo de morte: como ocorreu, qual o grau de conforto e que impactos trouxe aos familiares e à própria equipe interdisciplinar. A assistência familiar pós-morte pode e deve ser iniciada com intervenções preventivas.




Fonte: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=474



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ADAPTAÇÕES FISICAS PARA ALUNOS CADEIRANTES



Que adaptações físicas devemos fazer na sala de aula considerando o aluno cadeirante e como adaptá-lo a sala de aula?

A escola que irá receber um aluno cadeirante necessita de um detalhado estudo sobre o seu desenvolvimento geral, seu histórico de aprendizagem, é preciso fazer um diagnóstico cuidadoso para saber se ele necessita de um "Plano Individualizado de Adequação Curricular". 

É fundamental tratar essa aluno como uma pessoa com condições mentais normais, que necessita apenas de uma adaptação física e estrutural para melhor se adaptar ao ambiente e assim conseguir ser independente. 

A integração em sala de aula é fundamental. A professora deverá conversar com seus alunos primeiramente sobre a deficiência do novo aluno, explicando toda situação do cadeirante.

Para incluir um aluno com deficiência física na escola é necessário que a escola possua adaptações coerentes com a necessidade do aluno como: portas largas, rampas de acesso, cadeira adaptada (deitar), mesa acoplada na cadeira de rodas, entre outros.

Os alunos precisam estar preparados para receber o colega deficiente. O professor deve explicar que deficiência física não tem nada a ver com deficiência mental, a deficiência física afeta a parte motora e não a parte cognitiva da pessoa. Muitas vezes a discriminação acontece pela falta de conhecimento, ou por não saber lidar com uma situação nova, que não é comum. 

O aluno com limitações motoras na sala de aula 

1.O aluno deve ficar sempre na frente e no meio da sala, pois isto facilita a sua atenção e integração na turma. 
2.O aluno deve ser tratado com naturalidade e sua participação nas atividades em grupo deve ser sempre estimulada. 
3.Poderá ser necessário que o aluno tenha um tempo maior que os outros para realizar as atividades, quando a sua dificuldade motora for também no membro superior. Lembre-se que ele tem esse direito. 
4.Alguns podem utilizar-se de adaptações para escrita, máquinas de escrever ou até mesmo computadores para escrever. 
5.Para as atividades extra-classe é importante avaliar previamente a acessibilidade do local para garantir que o aluno possa ir, sem maiores transtornos ou constrangimentos. 
6.Quando o aluno tiver uma dificuldade cognitiva associada à limitação motora poderá ser necessária alguma adaptação curricular. 
7.O aluno pode necessitar de algum auxílio ao entrar e sair da sala; ofereça ajuda, se puder e desejar. 
8.A sala de aula deve ser organizada de forma a que o aluno cadeirante possa circular sem dificuldades. 



Fonte:http://grupotetraplegia.wikispaces.com/www.deficienteciente.blogspot.com

domingo, 12 de agosto de 2012

Brincar com experiências táteis

Ocorre uma variedade de experiências táteis no brincar durante o desenvolvimento infantil. A criança inicia o brincar exploratório através de novas sensações. Brincar é divertido! Incorpore faz-de conta. Por exemplo, tomar banho cheio de espuma na banheira com bonecos e depois limpe com uma toalhinha ou escova. Dê oportunidades , esconder brinquedos na areia, brincar no banho de espuma na hora do banho (espuma, buchas de texturas diferentes e brinquedos texturizados ).
Fonte:http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/2012/06/brincar-com-experiencias-tateis.html

domingo, 10 de junho de 2012

TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL NA PARALISIA CEREBRAL
A paralisia cerebral (PC), pode ser entendida como uma encefalopatia crônica infantil que se caracteriza por distúrbios motores de caráter não -progressivo, que se manifesta em um cérebro em desenvolvimento (antes dos 3 anos de idade), levando a distúrbios de motricidade, tônus e postura, podendo ou não se associar a um deficit cognitivo. deglutir. O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo ao tecido cerebral antes, durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e, dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva. Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida.
PREVENÇÃO
Acompanhamento pré-natal regular e boa assistência ao recém-nascido na sala de parto diminuem a possibilidade de certas crianças desenvolverem lesão cerebral permanente. Por outro lado, muitas das crianças que superam situações críticas com a ajuda de recursos sofisticados das terapias intensivas neonatais modernas, principalmente os prematuros, sobrevivem, mas com seqüelas neurológicas. Portanto, apesar de ter havido uma evolução importante em termos de atendimento à gestante e ao recém-nascido na sala de parto, nos últimos 40 anos não houve uma redução significativa da prevalência da PC mesmo nos países desenvolvidos. De qualquer forma, houve uma modificação da história natural. Muitas das formas graves de PC estão relacionadas com causas que podem ser prevenidas como hipóxia perinatal, infecções congênitas e hiperbilirrubinemia neonatal, e a prematuridade está relacionada com diplegia espástica, tipo de paralisia cerebral de melhor prognóstico.
TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL (IS)
Após várias décadas de pesquisa e uso clínico da IS, observa-se grande variedade nas formas de implementação da terapia.A IS se inicia na vida intra-uterina e se desenvolve devido à interação com o ambiente, por meio de respostas adaptativas. O sistema nervoso (SN) é o órgão responsável pela integração das diversas sensações recebidas. O processo pelo qual o sistema nervoso central (SNC) localiza,classifica e organiza os impulsos sensoriais e transforma as sensações em percepção para que o homem possa interagir com o meio é denominada integração sensorial. O SNC organiza as informações visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas bem como informações sobre gravidade e movimento, e conseqüentemente as organiza em um plano de ação. Quando é feita de maneira harmoniosa, a aprendizagem se dá naturalmente.
Comportamentos que indicam a necessidade de uma avaliação de Integração Sensorial:
atraso no brincar;
atraso na fala;
dificuldade em manter atenção numa brincadeira, alteração de comportamento em sala de aula, sinais de hiperatividade;
necessidade de um tempo maior para entender ordens verbais e executá-las;
atraso na aquisição de leitura e escrita;
dificuldade na coordenação motora fina;
procura exagerada por estímulos sensoriais ou, pelo contrário, os evita;
quedas frequentes, esbarra nos objetos ao redor, derruba coisas sem querer;
dificuldade em organizar-se nas atividades de auto-cuidados;
dificuldades para iniciar, dar sequência e/ou finalizar brincadeiras próprias para idade;
cansa-se facilmente. Lentidão na execução das tarefas;
comportamento de insegurança e ansiedade;
oscilação de humor de modo que chame atenção.
Fonte: Livro Reabilitação em Paralisia Cerebral

sábado, 9 de junho de 2012

INTEGRAÇÃO SENSORIAL E DISTÚRBIOS ESCOLARES
À aproximadamente 40 anos, A Jean Ayres, terapeuta ocupacional, americana empenhou-se em tentar descobrir as razões que fazem com que a criança não consiga aprender como as outras e os problemas que isso acarreta. Focalizou seu trabalho em distúrbios de aprendizagem, perceptivos e de comportamento, deu início a um longo processo que continua até hoje. Muitas crianças têm problemas de aprendizagem e comportamento devido a um distúrbio de funcionamento cerebral conhecida como DISFUNÇÃO CEREBRAL MÍNIMA (DCM). Estas crianças geralmente parecem normais e algumas se situam na faixa média ou até superior nos testes de inteligência. Estas crianças não conseguem integrar os estímulos sensoriais à nível encefálico como as crianças normais e podem gerar problemas de comportamento, de aprendizado, de linguagem, no brincar, habilidade de entender e relacionar-se com outras pessoas. Os problemas e nomes que a DCM acarreta são: desabilidade perceptual motora, desabilidade de aprendizagem, desordem neurológica de aprendizagem, disfunção erebral, dislexia, síndrome hipercinética e desabilidade conceptual. É mais comum em meninos do que em meninas. As causas da DCM podem ser: infecções, traumas, problemas durante a gravidez, fatores genéticos, experiências precoces na vida da criança, traumas emocionais, disfunção auditiva e disfunção visual. As crianças com DCM podem ser erroneamente classificadas como preguiçosas, mimadas, desatenta, etc e futuramente sofrem insucesso na aprendizagem ou no relacionamento com outras pessoas A Integração Sensorial pode ser compreendida como a capacidade de organizar informações sensoriais do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente.
Desenvolvimento da Integração Sensorial de 0 a 7 anos
0 a 2 anos
Aprende através de estímulos sensoriais, adapta comportamento reflexo à ação com objetivo, brincar exploratório, atinge a homeostase exploratória, auto-regulação de alerta e atenção. Nesta fase é importante o contato físico, abraços apertados, atividades resistivas oro-motoras (soprar bolinhas de sabão, soprar balão, apito, gaita, flauta, soprar bolhas dentro do copo, etc), músicas, escvação dentária, massagem principalmente na planta dos pés, balança, gira-gira, guerra de travesseiros.
2 a 4 anos
Integração dos lados do corpo, cruzamento da linha média, desenvolvimento das reações de equilíbrio, desenvolvimento de esquema corporal, planejamento motor grosso, imitação no brincar. Nesta fase é importante jogos direcionados a desenvolver a habilidade entre as duas partes do corpo (jogar bola para pegar com a mão direita ora com a esquerda e ora com as duas o mesmo se repete para com os pés e outras partes do corpo), sentar a criança sobre o skate e desliza-la, coloca-la em balanças de cavalo, brincar na rede, brincadeiras em frente ao espelho para imitar, andar em cima de pneus, pular com os dois pés dentro e fora do pneu e depois dificultar par pular com um pé de cada vez, etc.
5 a 7 anos
Melhora da habilidade de discriminação sensorial e de planejamento motor fino, estabelece a lateralização e o brincar passa a ser social. Aqui a criança já é capaz de pular corda, andar de patins, skate, bicicleta, jogos com bola passam a ter maior habilidade, jogos com raquete, etc
Assim a criança que pula fases ou não as vivenciam de maneira positiva podem vir a apresentar distúrbios de aprendizagem futuramente. Não existe uma regra. Pode ser que haja crianças que passem sem apresentar distúrbios mas há a chance de uma criança que não tenha vivenciado estas fases e apresentem alguma dificuldade na escola ser decorrente de uma disfunção de integração sensorial. Existe uma motivação interna nos seres humanos para fazer atividades que promovam o desenvolvimento do cérebro. Podemos listar a vontade de aprender, experimentar, fazer, etc. Os seres humanos procuram sensações que estimulam ou ativam as células nervosas iniciando processos neurais, no caso dos adultos através de cursos, aprimoramento , etc nas crianças isso ocorre através das brincadeiras. Logo se as sensações se organizarem neurologicamente permitirão comportamentos adaptativos apropriados e neste instante entra a terapia de integração sensorial onde a criança irá escolher o estímulo e a terapeuta irá auxilia-lo a gerar a resposta e com a prática estas respostas passam a ser organizadas neurologicamente quase que automaticamente. Existem testes específicos que devem ser aplicados por um profissional habilitado e a criança apresenta melhoras rápidas e importantes ao ser submetida ao tratamento de integração sensorial. Ao perceber sintomas procure uma fisioterapeuta e uma terapeuta ocupacional especializadas em distúrbios infantil.
Equipamentos utilizados para Terapia de Integração Sensorial
Fonte:Sociedade Brasileira de Neurociencia
Quando a criança precisa de Terapia Ocupacional ?
Se a criança está tendo dificuldade com o funcionamento do dia-a-dia em casa e/ou na escola (Alimentação, Higiene, Vestuário, Brincar), a criança deve ser avaliada por um Terapeuta Ocupacional. O tratamento é concebido para apoiar a criança e a família quando encontram dificuldades em qualquer uma das seguintes áreas: Motricidade, Lateralidade, Brincar, Comportamento, Sensorial, Aprendizagem e Atividades de Vida Diária.
HABILIDADES MOTORAS E LATERALIDADE: - Dificuldade de graduação da força na escrita; - Letra ilégivel e lentidão na escrita; - Dificuldade com manuseio da tesoura; - Dificuldade em manipular as ferramentas na alimentação, como faca, garfo, colher; - Dificuldade de definição da mão dominante destro ou canhoto (lateralidade indefinida) 2-3 anos; - Dificuldades com cores, desenho, traçado; - Dificuldade para amarrar os sapatos, fazer botões (abotoar e desabotoar), abrir/fechar ziper, desembrulhar uma bala, abrir um pacote de biscoito, enroscar e desenroscar, utilizar utensílios domésticos; - Falta de coordenação motora, desastrada; - Confunde os movimentos de esquerda e direita; - Baixo tônus muscular, falta de equilíbrio; - Pobre habilidade com bola, medo de pés saindo do chão; - Dificuldade de coordenação de ambos os lados e cruzamento da linha média;
ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO:
- Dificuldade preensão do lápis; - Dificuldade nas etapas de desenvolvimento de sentar, engatinhar e andar; - Dificuldade na motricidade grossa, fina e lateralidade em um nível adequado para idade; - Dificuldade alcançar, preensão, soltar, transeferir objetos de uma mão para outra; - Habilidades bimanuais (uso de ambas as mãos) para manipular explorar objetos de vários tamanhos;
PROBLEMAS DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL:
- Reação excessiva para som, toque ou movimento; - Resposta inadequada a certas sensações, como alta tolerância à dor, não percebe cortes / machucados - Está em constante movimento, saltando, batendo; - Facilmente distraídos por estímulos visuais ou auditivos; - Emocionalmente reativa; - Dificuldades de lidar com a mudança; - Incapacidade de auto-regulação;
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM:
- Incapaz de se concentrar e focar na escola; - Facilmente distraídos – dificuldade em seguir instruções e completar o trabalho; - Fadiga com o trabalho escolar; - Controle pobre do impulso; - Hiperatividade ou de baixa energia; - Dificuldade para aprender novo material;
DESORDENS DO ESPECTRO AUTISTA E SÍNDROME DE ASPERGER:
- Dificuldades de interação social e envolvimento com a família; - Dificuldades com o processamento sensorial; - Dificuldades com a mudança para novos ambientes; - Excessivamente centradas (fixações objetos por exemplo, carros, trens e dinossauros); - Não lidar com o ambiente escolar;
DESORDENS DE PROCESSAMENTO VISUAL:
- Dificuldade viso-motora e viso-espacial; - Espaçamento e tamanhos inadequado de letras; - Contato visual pobre; - Dificuldades com o acompanhamento e cruzamento da linha média; - Dificuldade de encontrar objetos entre outros objetos; - Dificuldades de cópia de quadro;
BRINCAR:
- Dificuldade com brinquedos de encaixar, empilhar, montar e desmontar; - Precisa de orientação de adultos para iniciar o jogo; - Dificuldade de imitação; - Não explora os brinquedos de forma adequada (brincar sem sentido); - Participa de jogos repetitivos por horas, por exemplo alinhando brinquedos; - Dificuldade de interação com os colegas / irmãos nas brincadeiras; Em qualquer das situações acima, a criança deve ser encaminhada aos cuidados de um Terapeuta Ocupacional! Adaptação de Texto elaborado por: Johanna Melo Franco – Terapeuta Ocupacional.

domingo, 6 de maio de 2012

Estimulação Precoce

A estimulação precoce é uma série de exercícios para desenvolver as capacidades da criança, de acordo com a fase do desenvolvimento em que ela se encontra. Não se trata de nada complicado, mas de uma série de ações que toda pessoa faz normalmente com os bebês, além de outras atividades mais específicas que se pode aprender facilmente.
A estimulação é importante para qualquer criança, com ou sem atraso no desenvolvimento. Para que a criança possa atingir novas fases no seu desenvolvimento, ela precisa ser estimulada. Isso não significa que a família deva alterar drasticamente o seu dia-a-dia.
Os pais devem estar dispostos e com tempo para trabalhar com a criança. É importante que as atividades da estimulação sejam agradáveis para ambos. Assim, os pais estarão dando carinho e atenção a seu filho e poderão também observá-lo, compreendendo melhor suas dificuldades e habilidades.
Cada criança tem seu próprio ritmo, que os pais poucos percebem e aprendem a respeitar. Os pais podem usar sua sensibilidade para escolher o melhor momento do dia para realizar os exercícios, ou seja, quando a criança estiver alimentada, sem sono e calma.
EXERCÍCIOS PARA ESTIMULAÇÃO PRECOCE Alguns exercícios específicos feitos regularmente ajudam no desenvolvimento da criança. Converse com o profissional da criança. É importante respeitar o seu próprio desenvolvimento.
Deite-se no chão, de costas e coloque o bebê de bruços sobre seu peito. Segurando seus dedos, a criança faz um esforço para erguer a cabeça e as costas
Deite a criança de costas e, segurando-a pelos ombros ou cotovelos, levante-a um pouco e devagar, depois volte à posição deitada. Este exercício só deve ser feito se a criança já tem o controle da cabeça. Não use esta posição para colocar a criança sentada.
Com a criança de costas, faça-a rolar lentamente atingindo a posição de bruços. Procure chamar a atenção dela, colocando brinquedos coloridos do se lado.
Sente a criança em um banquinho ou caixote, com os pés apoiados no chão e mostre um brinquedo para que ela vire de um lado para o outro
Coloque-a sentada em baquinho ou caixote, com os pés inteiros apoiados no chão. Coloque um brinquedo para que ela possa pegá-lo
A posição de gato, segure a criança pelo quadril e leve-a para frente e para trás (sentar no calcanhar). A partir desta posição, tente que ela alcance um brinquedo com a mão.
Faça com que a criança se levante apoiando-se numa mesinha. Chame sua atenção colocando um brinquedo sobre a mesa Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyvGIYOlMFG58ufUlN7SYe_I7aozcX4XWdXz0ICowzE52wx5Qi05mjwqcEC1NlPb1nqPVqxyuvC7LU_gdQYEfy-yuj6KhVNCFlcFh6W6UrtY8EF-5CWf1B_g1d6eBLx8niPihDcbfS-RGB/s200/ep12.jpg

sábado, 5 de maio de 2012

Consumo de carne branca e nozes pode diminuir risco de Alzheimer

Um novo estudo sugere que comer alimentos riscos em ômega 3, gordura natural e benéfica encontrada no peixe, frango e nozes, diminui a ação de uma proteína associada ao Alzheimer. A pesquisa foi publicada essa semana na revista “Neurology”, da Academia Americana de Neurologia. A doença de Alzheimer é uma das formas mais comuns de demência, que leva a alterações progressivas da memória, de julgamento e raciocínio intelectual, e costuma acometer pessoas idosas. Para chegar a esse resultado, a equipe do neurologista Nikolaos Scarmeas, do Centro Médico da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, recrutou 1.219 pessoas acima de 65 anos, sem sinais de demência, para medir o nível da proteína associada a perda de memória no sangue. Depois de agruparem informações sobre a alimentação dos participantes nos últimos 14 meses, os pesquisadores coletaram o sangue de cada um e mediram a quantidade da proteína e de ômega-3, ômega-6, vitaminas, ácido fólico e gorduras monossaturada e polissaturada depositadas no sangue. Por meios dessas análises, a equipe de estudiosos descobriu que quanto mais ômega-3 a pessoa tinha ingerido, menores estavam os níveis da proteína. Segundo o estudo, consumir um grama de ômega 3 por dia, valor encontrado em metade de um filé de salmão, equivale a 20 ou 30% menos da proteína no sangue. “[...]o resultado pode melhorar nossa confiança nos efeitos benéficos da dieta na prevenção da demência”, diz Scarmeas. Fonte: G1

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cartões de Atividades Sensoriais 2

Almofadas e coletes com saquinhos de areia em cima da perna ou pescoço. Ajuda acalmar a criança.
Atividade Sensorial barra suspensa com movimento de balanço. Estimulo vestibular e proprioceptivo.Aumentar nível alerta.
Colete ponderado com saquinhos de areia. Ajuda acalmar e organizar a criança
Rolamento ou enrolar a criança no colchonete. Ajuda na organização do comportamento.
Texturas em baixo da carteira da escola. Faixa de velcro. Sensação tátil. Ajuda acalmar algumas crianças exceto crianças com hipersensibilidade tátil. Fonte:http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/

terça-feira, 1 de maio de 2012

Terapia Ocupacional - Paralisia Cerebral

Estimulação Motora Precoce
Em nenhuma fase do ser humano o desenvolvimento motor vai ser tão rápido como o de 0 a 1 ano e 8 meses. Portanto, este é o período em que o bebê ainda terá maiores possibilidades de se normalizar sem se defasar no seu desenvolvimento. Independente da perspectiva adotada, mais biológica ou social, são muitas as evidências de que crianças pré-termo estão sob maior risco para apresentar atraso perceptual, motor e cognitivo, associado ou não a problemas de comportamento e déficit de atenção. Ao se pensar em lesão cerebral que ocorreu pré, peri ou pós natal tem que se pensar, ao mesmo tempo, em intervenção precoce nas áreas sensório-motoras para atingir o mais rápido possível um desenvolvimento que ainda está com toda a sua plasticidade e capacidade de receber as sensações normais e integrá-las. Pensava-se que o SNC era imutável após o seu desenvolvimento. Com a descoberta da neuroplasticidade sabe-se que as conexões sinápticas são modificadas pela demanda funcional. Como substrato da aprendizagem do indivíduo em sua interação com o ambiente, pode-se perceber a importância da criança experimentar movimentos e posturas normais desde seu nascimento, favorecendo a sua habilitação; caso contrário se esta criança começar a realizar movimentos e posturas anormais durante seu desenvolvimento, estará aprendendo a interagir com o mundo em padrões anormais, reforçando circuitos neuronais de comportamentos anormais, dificultando e limitando sua qualidade de vida. Quanto mais tarde a criança iniciar o plano de normalização, mais defasado estará o seu desenvolvimento motor, juntamente com a perda na área sensorial, refletindo na perda da noção espacial, esquema corporal, percepção, que poderá contribuir com a falta de atenção ou dificuldades cognitivas.O tratamento por meio do conceito neuroevolutivo (Bobath) foi originalmente desenvolvido pelos Bobath na Inglaterra no início da década de 1940 para o tratamento de indivíduos com fisiopatologias do SNC. Esse método foi descrito como um conceito de vida e, como tal, continuou a evoluir com o passar dos anos. O tratamento pelo desenvolvimento neurológico, como planejado por Bobath, usa o manuseio para inibir respostas anormais enquanto facilita reações automáticas. O manuseio proporciona experiências sensoriais e motoras normais que darão base para o desenvolvimento motor. Com as abordagens sensório-motoras, estímulos sensoriais específicos são administrados para estimular uma resposta comportamental ou motora desejada. Técnicas de integração sensorial algumas vezes são incorporadas nos programas sensório-motores. A intervenção sensório-motora pode ser aplicada a bebês de alto risco de várias maneiras, por exemplo, o rolamento linear em uma bola pequena para estimular o sistema vestibular e promover um estado de alerta. Estímulos proprioceptivos e táteis profundos poderão promover um comportamento calmo e auto regulatório.
As atividades lúdicas são um meio para atingir os objetivos terapêuticos. A brincadeira original não é como tirar férias da vida; é vida. O terapeuta e a criança estão sempre crescendo e mudando. A brincadeira original não se baseia no medo, mas em uma relação de confiança com a vida. Como um amiguinho, o terapeuta se junta a criança de tal forma que ambos sentem-se amados, respeitados e ansiosos por explorar. As habilidades necessárias para a brincadeira serão a curiosidade, confiança, resistência, vigilância. A arte de normalizar o tônus é brincar com ele. Se o tônus é baixo, trazê-lo para um tônus mais alto e normalizado; se o tônus é alto, trazê-lo para o tônus mais baixo e normalizado. Assim que obtiver um tônus mais normalizado, é necessário dar-se a reação de equilíbrio. São essas reações de equilíbrio, rotação, tirar da linha média, que vão manter o tônus normalizado e fazer com que o cérebro integre essas reações e mantém o tônus.
Antes que a criança chegue é necessário planejar como utilizar o ambiente e os brinquedos para trabalhar no sentido das metas de desenvolvimento da criança. É importante ter pelo menos um plano de reserva para a sessão de Terapia Ocupacional, pois a criança pode não querer realizar atividade proposta. O uso criativo do equipamento e dos brinquedos é uma habilidade muito importante. Um adjunto à flexibilidade é aprender a usar o ambiente como instrumento de Terapia Ocupacional. Uma grande motivação para as crianças pequenas são irmãos, pais e avós. A família pode conseguir que a criança faça alguma coisa que o terapeuta não consegue. Também sabem o tipo de brincadeira que a criança gosta e podem incorporar jogos familiares às sessões. A música também pode ser de grande motivação; pode ser de fundo, para incrementar a atmosfera da sessão de Terapia Ocupacional, usada como meio para as rotinas de exercícios, tocada em um gravador acionado por botões para incentivar movimentos específicos. Estudo comparativo sobre desempenho perceptual e motor em crianças em idade escolar que nasceram pré-termo e a termo mostrou diferenças significativas de desempenho entre os dois grupos em quase todos os testes. Chama a atenção para a importância do acompanhamento que deve ser dado do desenvolvimento de recém-nascidos pré-termo, principalmente os nascidos abaixo da 34º semana de gestação e com menos de 1500g, até a idade escolar. Uma recomendação pertinente, frente aos dados apresentados, é que além de programas de detecção precoce de seqüelas neuromotoras, crianças com história de prematuridade e que não apresentam quadro neurológico evidente, deveriam ser encaminhados a programas de intervenção precoce. Em análise sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças nascidas com muito baixo peso na idade pré-escolar, constatou-se um funcionamento intelectual limítrofe no momento da avaliação, indicando possível dificuldade escolar, reforçando a necessidade de se promover estimulação adequada à criança. É muito importante fazer um plano de tratamento, visualizando-se o bebê com o que se apresenta, e como será se não for possível normalizá-lo, para que se trabalhe muito mais nas suas dificuldades e que, pelo bom posicionamento, a normalização adquirida na terapia ou pelo manuseio adequado dado pela mãe (que deve ser bem orientada) perdure por mais tempo. Essa é a idéia fundamental da intervenção precoce: normalizar o tônus e permitir que, pela plasticidade, estas sensações normais sejam absorvidas e que sejam mantidas pelo maior tempo possível, para que as sensações anormais sejam colocadas em segundo plano, fazendo com que o cérebro só integre as sensações normais e depois as use para sempre.
De nada adianta o bebê ir diariamente à sessão de terapia e depois passar o resto do dia em posturas que não favoreçam esta normalização. É muito mais vantajoso um bebê ir uma a duas vezes por semana na terapia onde a mãe é sempre orientada e assiste o tratamento. Ela é a grande força para a normalização de um bebê pequeno, e por isso ela deve ser respeitada, conquistada e amada pelo terapeuta. Fonte: http://terapiaocupacionaleparalisiacerebral.blogspot.com/estimulacao-motora-precoce.html

domingo, 29 de abril de 2012

A avaliação neuropsicológica

A avaliação neuropsicológica é um processo complexo que integra diversas informações a fim de desenvolver uma compreensão sobre as habilidades cognitivas, relações cérebro-comportamento, habilidades sociais e funcionamento da personalidade de um indivíduo. A entrevista clínica é o primeiro passo e fornece uma visão geral sobre o indivíduo e o seu contexto de vida. São colhidos dados referentes à história pessoal e familiar, informações relacionadas ao desenvolvimento acadêmico e profissional, além de informações sobre o desenvolvimento psicomotor, desenvolvimento da fala, problemas com a puberdade, problemas associados ao envelhecimento e o histórico médico. A partir dessas informações, o neuropsicólogo monta uma bateria de testes específica para cada pessoa. Em conjunto, os dados da entrevista e os resultados dos testes neuropsicológicos fornecem subsídios para a compreensão da dinâmica cognitiva do indivíduo, revelando as potencialidades e os potenciais a serem desenvolvidos, permitindo ao neuropsicólogo traçar um programa de reabilitação cognitiva / neuropsicológica. Avaliação neuropsicológica é indicada quando se suspeita de: 1- Condição neurológica (autismo, hidrocefalia, meningite, tumores cerebrais, paralisia cerebral, TDAH, Síndrome de Down etc); 2- Sequela cognitiva decorrente de traumas, acidente vascular cerebral, infecção etc; 3- Dificuldades de aprendizagem e escolares; 4- Dificuldades de memória e atenção; A avaliação neuropsicológica permite um diagnóstico detalhado das funções cognitvas e é o ponto de partida para o planejamento de intervenções psicológicas, neurológicas e acadêmicas.

REABILITAÇÃO COGNITIVA

A reabilitação cognitiva é uma área de pesquisa e atuação clínica dedicada a desenvolver e aplicar recursos objetivando melhorar a capacidade de pacientes cérebro-lesados em processar e usar informação de modo a ter uma vida mais autônoma e satisfatória. A eficácia da reabilitação cognitiva deve ser avaliada contra o pano de fundo de variações individuais, que envolvem fatores como diferenças na organização cerebral, natureza, localização e a extensão da lesão, tempo desde a lesão, idade, saúde geral e nível de funcionamento anterior à lesão. A lesão cerebral pode ser acompanhada de disfunções físicas, intelectuais, emocionais, sociais e vocacionais. O paciente pode apresentar perturbações em habilidades sociais, de fala, escrita, memória, planejamento de ações e coordenação de movimentos. A configuração dos distúrbios do paciente depende da natureza da lesão, de sua extensão e localização. Por exemplo, lesões frontais tendem a resultar em distúrbios de função executiva; lesões temporais, em distúrbios de memória.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cartões de Atividades Sensoriais

Todos nós usamos atividades sensoriais para regular o nível de excitação no nosso dia-a-dia.
Aprenda algumas estratégias de modulação. Se você tem uma criança que precisa de ajuda de modulação, aqui estão algumas atividades simples sensoriais
Pressão profunda com a bola, almofadas ou travesseiros em cima do corpo. Atividades sesnsorias que são calmantes para sistema nervoso
Canto aconchegante como canto da sala, atrás do sofá,debaixo da mesa com várias almofadas ou um cobertor.Ajuda acalmar a criança
Atividades sensoriais que oferecem um grande input proprioceptivo.Pular em cima de várias almofadas ou puff grande. Ajuda na organização do comportamento.
Pular, Correr e Saltitar são tipos de atividades para aumentar o nível alerta. Fonte:http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/