domingo, 10 de junho de 2012

TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL NA PARALISIA CEREBRAL
A paralisia cerebral (PC), pode ser entendida como uma encefalopatia crônica infantil que se caracteriza por distúrbios motores de caráter não -progressivo, que se manifesta em um cérebro em desenvolvimento (antes dos 3 anos de idade), levando a distúrbios de motricidade, tônus e postura, podendo ou não se associar a um deficit cognitivo. deglutir. O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo ao tecido cerebral antes, durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e, dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva. Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida.
PREVENÇÃO
Acompanhamento pré-natal regular e boa assistência ao recém-nascido na sala de parto diminuem a possibilidade de certas crianças desenvolverem lesão cerebral permanente. Por outro lado, muitas das crianças que superam situações críticas com a ajuda de recursos sofisticados das terapias intensivas neonatais modernas, principalmente os prematuros, sobrevivem, mas com seqüelas neurológicas. Portanto, apesar de ter havido uma evolução importante em termos de atendimento à gestante e ao recém-nascido na sala de parto, nos últimos 40 anos não houve uma redução significativa da prevalência da PC mesmo nos países desenvolvidos. De qualquer forma, houve uma modificação da história natural. Muitas das formas graves de PC estão relacionadas com causas que podem ser prevenidas como hipóxia perinatal, infecções congênitas e hiperbilirrubinemia neonatal, e a prematuridade está relacionada com diplegia espástica, tipo de paralisia cerebral de melhor prognóstico.
TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL (IS)
Após várias décadas de pesquisa e uso clínico da IS, observa-se grande variedade nas formas de implementação da terapia.A IS se inicia na vida intra-uterina e se desenvolve devido à interação com o ambiente, por meio de respostas adaptativas. O sistema nervoso (SN) é o órgão responsável pela integração das diversas sensações recebidas. O processo pelo qual o sistema nervoso central (SNC) localiza,classifica e organiza os impulsos sensoriais e transforma as sensações em percepção para que o homem possa interagir com o meio é denominada integração sensorial. O SNC organiza as informações visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas bem como informações sobre gravidade e movimento, e conseqüentemente as organiza em um plano de ação. Quando é feita de maneira harmoniosa, a aprendizagem se dá naturalmente.
Comportamentos que indicam a necessidade de uma avaliação de Integração Sensorial:
atraso no brincar;
atraso na fala;
dificuldade em manter atenção numa brincadeira, alteração de comportamento em sala de aula, sinais de hiperatividade;
necessidade de um tempo maior para entender ordens verbais e executá-las;
atraso na aquisição de leitura e escrita;
dificuldade na coordenação motora fina;
procura exagerada por estímulos sensoriais ou, pelo contrário, os evita;
quedas frequentes, esbarra nos objetos ao redor, derruba coisas sem querer;
dificuldade em organizar-se nas atividades de auto-cuidados;
dificuldades para iniciar, dar sequência e/ou finalizar brincadeiras próprias para idade;
cansa-se facilmente. Lentidão na execução das tarefas;
comportamento de insegurança e ansiedade;
oscilação de humor de modo que chame atenção.
Fonte: Livro Reabilitação em Paralisia Cerebral

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